A serio...lembrei-me de entrar no blogger e como é possível!Passaram 7 anos!Nem consigo colocar por palavras o quanto fiquei surpresa, 7 anos!
Muita coisa aconteceu, mesmo!
Sendo que a mais triste foi entre setembro de 2015 e novembro de 2016 a doença e partida do meu querido pai, como deixei escrito em mensagens anteriores, tanto orgulho eu tinha neste homem, que também critiquei e muito mas que acompanhei e sei que se não fez melhor, mais cedo, foi porque a vida lhe permitiu uma liberdade que o acabou por aprisionar ao compromisso do sustento dos seus filhos, conforme nos seus últimos dias em resposta à minha pergunta - Pai alguma vez foi feliz? respondeu: tive muitos bons momentos com a tua mãe. Fiquei feliz com a resposta, mas conheceu a minha mãe já com 30 anos feitos e com 5 filhos do primeiro casamento...apostaram ambos nesta relação sendo ela solteira e sem filhos, a minha mãe foi uma corajosa, um dia conto esta história, deles nasci eu, uma sortuda.
Uma grande dor vivida, foi também o acompanhamento da recuperação da cirurgia à anca da minha filha, foi a 24 de julho de 2017, correu bem sendo que as limitações continuam, recusa-se a fazer uma caminhada, pois as dores aparecem logo como consequência, mas é uma guerreira. Entrou na faculdade em 2018, em Leiria, no curso de serviço social, gostou imenso da experiência, mas optou por pedir a transferência em 2019 para o ISCTE em Lisboa, continua a correr muito bem, está acabar o 2º ano sem nenhuma cadeira para traz, participa no Núcleo de Estudantes de Serviço Social, tem um grupinho na turma com quem estuda. para além disso tirou a carta de condução em abril de 2018, conduz muito bem, trabalha em part-time numa creche, enfim mulher dos 7 ofícios. Que orgulho ser sua mãe!
Em 2017 o meu marido saiu da empresa onde trabalhava à 18 anos, ou isso ou a sua saúde mental, tudo se resolveu, até porque a empresa acabou por abrir insolvência, não trouxe qualquer indemnização mas pelo menos os ordenados que tinham ficado em atraso e subsídios acabou por receber via segurança social, quando recebeu colocamos de parte para a faculdade da miúda, porque a vida já tinha levado o seu rumo e já estava a trabalhar na empresa onde ainda se encontra, perto de casa sem gastos adicionais, continua a não se sentir integrado na empresa mas está resiliente até porque fora do horários de trabalho tem várias atividades de apoio ao associativismo em várias associações e ainda colabora no meu part-time e dá aulas de ginástica dos 3 aos 6 anos, 3 vezes por semana, pois em 2017 fez curso de treinadores de grau I, que a filha fez também. É o meu companheiro, amigo, amante, maridão!
E eu?! Muito grata por esta caminhada de 50 anos de existência, continuou a tentar desafiar-me, atenta aos meus limites mas sempre a tentar crescer, conclui a minha licenciatura em 2016, candidatei-me a uma de duas vagas num concurso para gestão de projetos no Técnico, fiquei em 3º, o que me fez esperar mais um ano para entrar nos quadros, sendo que abriram concurso novamente e eu estava em bolsa e a 22 de setembro de 2017 tornei-me funcionária pública. Eu que durante 20 anos apenas trabalhei no privado e nunca sequer tinha ponderado uma carreira no publico aconteceu. Após 2 anos de gestão de projetos, tentei sair para outros departamentos do Técnico mas não me foi permitido até que uma amiga me desafiou a concorrer para o ministério das finanças e consegui, em março de 2020 comecei a trabalhar na alfandega do aeroporto de Lisboa, na Delegação Aduaneira do Aeroporto Humberto Delgado.
Um grande desafio, vivido intensamente, são as palavras para o trabalho que tenho desenvolvido neste ano profissional.
A minhas funções a 1 de março de 2020, eram interessantes e estava entusiasmada, mas a 22 de junho o imprevisto atira-me para responsável do serviço administrativo da Delegação...tanto mas tanto trabalho pela frente! Quase um ano depois ainda se ajustam rotinas, procedimentos, organização de espaços, etc.. De facto tem sido uma experiência intensa, 7 horas de trabalho diário nunca chegam...
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