quinta-feira, 24 de julho de 2014

Diáriamente...que dificuldade!

A ideia inicial era escrever diariamente, algo que me parece nesta fase da vida muito difícil...
O dia tem 24 horas é certo, mas 8 eu reservo para dormir, 10 para trabalhar e deslocações, restam 6 é verdade e 6 horas...Que faço eu com essas 6 horas?
Hoje dia 24 de julho, jantei pois quando cheguei a casa a filha já tinha feito o jantar, como era cedo fomos tomar um café, regressámos e sentei-me à secretária, de volta do computador, a convencer a filha a fazer um curso de inglês on-line, acabamos a falar da sua falta de vontade em aturar professores, de estudar, etc., eram 21h30, continuei ao computador no FB, pus conversa com um amiguinho da família com 15 anos e que está a viver uma intensa paixão, que segundo consta a namorada faz o que quer da sua pessoa e ele nem se dá conta, enfim faz parte do caminho, apenas não gosto de ver esta juventude que me é tão querida sofrer, mas também já por lá passámos e como foi? Não foi diferente, então assim seja, "só por hoje confio".
Com isto são 22 horas, mais uma hora e estou na cama, entretanto ainda vou telefonar ao meu pai, que faço os possíveis para pelo menos dia sim dia não lhe ligar, desde que esteja bem de saúde, caso contrário passo lá por casa que é perto.
Conclusão para este momento do dia ser possível, algo tem de ficar para trás como pôr a roupa em ordem, fazer exercício, fazer uma pequena limpeza...bolas tanto que se pode fazer, mas sobram apenas 6 horas e passam num instante, a vida passa num instante!
Então não podemos escrever todos os dias, nem fazer exercício todos os dias, nem limpezas, nem tratar de roupas, etc., vamos intervalando!...amar, agradecer, confiar podemos fazer sempre a cada momento e não é difícil!
Vou escrever sempre que me apetecer ou sentir necessidade de registar.



segunda-feira, 7 de julho de 2014

Chegámos ao presente

Cheguei ao presente, mas terei de relatar ainda algumas coisas para mim marvilhosas que aconteceram nos 15 anos referidos no relato anterior.
Em 2005 fizemos uma viagem em familia, fomos ao Brasil, estivemos em Porto Seguro e Arraial d' Ajuda, foi uma viagem fantástica.
Em 2006 iniciàmos a ampliação da nossa casa, que ficou muito bonita e fomos à Repúblia Dominicana, estivemos em Punta Cana, eu gostei mais do Brasil assim como o meu marido, mas a filhota adorou, muita piscina, arranjou um amiguinho com quem ficava no espaço destinado às crianças enquanto nós pais jogávamos umas cartas e conversávamos na hora a seguir ao almoço.
Para além destas férias, fizemos e continuamos a fazer férias no Algarve, região de que sou fã.
Como já referi a filhota enquanto ginasta deslocou-se ao estrangeiro inserida na classe de representação do clube, e nós acompanhámos, fomos a França, à Suiça e ela ainda foi à Alemanha em 2013, mas com as dificuldades que o país atravessa, os orçamentos estão mais apertados e não fomos desta vez.
Temos sempre grandes convivios com amigos de casa, amigos do clube, somos pessoas que gostam de fazer parte de grupos, vivendo grandes experiência, gostamos de apoiar e de ser apoiados, de ouvir e dar opiniões.
E a apresentação do blogue é a isso mesmo que se refere à minha necessidade de refletir sobre as minhas opiniões, os meus pensamentos e à aquilo que me levam.
Vou então partir para o diário e deixar o passado.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Nada mais será igual...

Quando temos a oportunidade de ser parte envolvida no maior milagre da natureza...ser mãe...tudo se transforma, nada mais fica igual.
Até á presente data nada se assemelha e não acredito que vá algum dia mudar esta ideia.
Não sabíamos se iria ser menino ou menina, não foi possível ver, mesmo na 5ª feira anterior ao parto, que foi a um sábado, para frustração da médica que fez a ecografia, até foi engraçado...o meu marido pediu para ver se a dra. conseguia ver e ela achou inacreditável nós não sabermos, e colocou o aparelho novamente na minha barriga toda decidida, não conseguiu, não me fazia qualquer diferença também só faltavam 2 dias!
Mas uma coisa é certa, só tínhamos nome para a menina, se fosse rapaz não tínhamos ideia nenhuma porque os nomes que fomos sugerindo entre nós pais, não ecoavam ora em um ora em outro e de facto não valia a pena qualquer discussão, até porque nunca nos entregámos a essa preocupação.
Sabem o que acho? Que a filhota já se comunicava connosco e já nos tinha ajudado a decidir, até porque somos nós que escolhemos os nossos pais para os fazer evoluir segundo dizem e vai-me fazendo sentido, cada vez mais.
Um paragrafo aqui e agora, cai-me lágrimas, porque tenho noção que transformei o meu pai num ser diferente, que atua junto de mim com amor incondicional, continua a ser meu pai a tempo inteiro, prestação diferente junto dos meus irmãos, mas também porque  a vida e a distancia não permite estar tão presente; e quanto à minha grandiosa Mãe, que já não se encontra neste plano, passou por cá para cumprir uma missão e eu acho que foi colocar-me na vida do meu pai, porque ele me merece, assim como eu o mereço e muito! As últimas palavras que tive dela foi "cuida do teu pai" e este cuidar é não esquecer de estar com ele de corpo mas sobretudo de espírito, presente. Ela passou por cá...e foram 63 anos, muitos difíceis, mas que me deixou grandes ensinamentos e grandes ferramentas, a sua educação foi exemplar e não foi pela rigidez, foi mesmo pela flexibilidade, pelo amor....Surge-me no aqui e agora, a ideia de fazer um relato especifico com a histórias da sua vida para ele e para ela, duas vidas difíceis, mas vividas...
Voltando ao minha experiência de mãe, acho que ainda não disse mas fiquei apenas pela filhota, fomos deixando o tempo passar, fomos tendo outras prioridades e passou...
Uma experiência maravilhosa, que conta 15 anos, sim claro, que passamos pelas fase das colicas, das amigdalites, da varicela, das festas da creche, o batizado, a 1ª comunhão, o sucesso escolar, 8 anos de ginástica acrobática, entre competições e representações, deslocações pelo país e estrangeiro, entre os seus 6 e 14 anos, teve de abandonar no incio da época de 2013/2014, tentou mas as dores na coxa, provocado pela displasia da anca, diagnosticada em Maio de 2013, não era compatível com o ritmo de treino, podendo vir a interferir com a que podia sua vida normal no futuro, quando fez os exames médicos no inicio da época, o médico disse-lhe "há mais vida para além da ginástica", palavras que junto com as dores e falta de força que pontualmente também acontecia, fizeram com que refletisse e optou por deixar a competição.
Foi um final de ano de 2013 difícil para a mocinha, mas com todo o apoio e amor, vai-se preparando para ser uma grande mulher.
Começou um namorico com o vizinho do lado da mesma idade, que é paixão que já vem de infância e que como qualquer mãe estou a acompanhar, a observar posso mesmo dizer em modo alerta! Tenho de confiar no destino. Só lhe peço para não se esquecer que a pus no mundo para ser feliz, no que depender de mim tudo farei para que assim seja, mas será ela a protagonista da história que escrever.
Para concluir este relato sou uma Filha, Mulher e Mãe feliz e preenchida que tem um pai de quem de orgulho muito, uma filha e um marido que me tornam a cada dia um pessoa mais completa e feliz.

Do Casamento à Maternidade

Chegou o grande dia!
Grande festa com toda a família, amigos, professores do curso daquela turma, de onde saíram 3 casais ainda unidos e com filhotes, como já referi num relato anterior . A festa foi suportada por nós, os nossos pais não nos puderam apoiar desta vez, pois já tinham dado o seu apoio de outras formas.
Fomos até à Madeira de lua de mel, os colegas ofereceram a viagem como prenda de casamento, oferta de um outro amigo o carro alugado na Madeira, e ficámos em casa da avó de uma amiga, que nos recebeu com todo o carinho, como netos, sem nos conhecer. Foi a minha 1ª viagem de avião. Passámos a semana a conhecer a ilha, linda de facto. Fizemos a nossa lua de mel na Madeira com o apoio de todos os amigos, guardo todo esse carinho de outra forma não tinha sido possível, pois quisemos na nossa festa todas as pessoas que na altura achamos que faziam sentido e assim foi, de nada me arrependo pois correu tudo lindamente e diverti-mo-nos muito.
Sentimos que os nossos pais olhavam para nós com o sentido do dever cumprido.
O que se espera da vida do humano, que reproduza, certo? Pois mas como queria ter namorado mais e o meu namorado já se dava por satisfeito com os 5 anos de namoro, fui adiando a maternidade, até que em 1997 a pressão se começou a sentir vinda da família, dos amigos e claro está da pessoa que mais peso teria nesta decisão o meu marido, e mais uma vez cedi e em boa hora se o tempo andasse para trás teria sido mãe, pelo menos uns 2 anos antes, foi então decidido que iríamos trabalhar o assunto com o novo ano de 1998 e em Abril fiquei grávida, não esperei muito.
A 9 de Janeiro de 1999, nasce a minha princesa, mesmo princesa, uma bebé muito linda pequenina, 2,510 Kg, 46 cm, graças a Deus perfeitinha! Parto - cesariana marcada, pois a bebé que desconhecemos o sexo até nascer, estava sentada, tinha pouco liquido amniótico, não podia entrar em trabalho de parto, mais uma vez agradeço a Deus as pessoas que sempre pôs no meu caminho, quando preciso de apoio.
Correu tudo bem, chegámos a casa 3 dias depois, eu morta de cansaço, parecia uma zombie, no hospital quase não consegui dormir, custava-me imenso subir e descer da cama, preferia andar em pé. Mas minha mãe ao meu lado, logo que cheguei a casa olhou-me nos olhos, disse-me para descansar se a menina precisasse de alguma coisa ela chamava-me, fiquei tranquila e dormi o suficiente para me sentir outra.
Aqui inicia-se um novo capitulo, temos alguém que depende de nós, pela qual somos os únicos responsáveis e não há amor superior a este, relação mãe-filho, fica para o próximo relato.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Jovem Adulta

Onde fiquei mesmo? Ah, sim terminado o curso, o meu namorado foi para tropa e eu trabalhar, e fazer a disciplina de matemática à noite, acompanhada pela carta de condução.
Correu tudo bem, fim desse ano o meu namorado começou também a trabalhar, e eu já com carta de condução e carro que entretanto com ajuda dos meus pais compramos em conjunto, passeámos, saímos com os amigos, fizemos novos amigos.
Decidimos comprar casa, uma casinha de 3 assoalhadas, numa cooperativa de habitação em Camarate, fomos comprando algum recheio e decidimos casar, tenho de ser honesta...o meu namorado pressionou-me, corria o ano de 1992 e já contávamos com 5 anos de namoro, depois de todo o investimento envolvido na vida deste ser humano, optei por aceitar o pedido e marcámos a data seria o último Sábado do mês de Setembro de 1993, não vimos que dia era, ainda não tínhamos à mão o telemóvel, para ver o calendário, dia 25 de Setembro.
Voltando ao recheio do apartamento, tenho de referir que nos preocupamos mais em comprar os sofás para sentar os amigos e o movél da sala para colocar a televisão e as bebidas do que com o frigorífico e a uma semana de casar ainda não tinha frigorífico, maquina de lavar roupa mas nunca me apercebi que tinha definido mal as prioridades, até uma amiga me ter dito, "então primeiro mobilaste a sala e só depois pensaste na cozinha!" (palavras de uma das minhas melhores amigas), coisas de jovens imaturos, hoje sorriu...
Mas nada faltou, os meus colegas de trabalho já tinham combinado como era habito quando alguém casava, fazer circular a informação pelos colegas quem queria participar da prenda de casamento e o valor recolhido deu para o frigorífico e para a máquina de lavar, uma palavra ainda para 2 pessoas muito importantes na minha vida que sem nunca lhe pedir sempre me proporcionaram grandes momentos e neste também me surpreenderam, com a oferta do fogão, do trem de cozinha e do televisor, a minha irmã Paula e o meu cunhado Zé se à quem possa representar a bondade são estes 2 seres.
O apartamento ainda levou algumas alterações que contei com o meu pai e ainda em relação à mobília, a minha sogra fez questão de oferecer a mobília de quarto.
O casamento a 25 de setembro, organizado por nós, pago por nós, um dia de plena realização pessoal de ambos, objetivo principal juntar todos aqueles que tinham nos visto crescer e que sabiamos que seria para eles o casamento da Benvinda e do Cali e não apenas mais um casamento, foi muito divertido.
A lua de mel, especial de outra forma não teríamos feito a minha primeira viagem de avião, passo a descrever, fomos à Madeira, quem nos ofereceu a viagem? um grupo de colegas de curso. O carro para passear pela Madeira? Oferta do chefe de estágio do Carlos. O alojamento? A parte mais gira, qual hotel, qual quê, super bem recebidos em casa da avó da nossa grande amiga Fatinha. Depois disto já vivemos outras luas de mel e já viajamos várias vezes de avião, fica para outras histórias.
Vamos entrar na fase adulta já não volta a dar.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Momentos de adolescente

Entrei no 5º ano na escola C+S Mário Sá Carneiro, não tinha este nome na altura, mas também já não me recordo qual era. Fiz como sempre muito amigos e amigas, brincadeira não faltava, siruma, mata, elástico, mundo ou espeta. Como a escola era perto de casa vinha almoçar e trazia um grupo de colegas para almoçar, nesta altura já era filha única, todos os meus irmãos já tinham casado, os mimos dos pais todos para mim, uma princesa que não esquecia o que tinha passado e que fazia parte daquela família que não estava longe qualquer das formas.
A família vinha aumentando e cada sobrinho que nascia era um momento único de grande alegria, tinha junto a mim 2 sobrinhos (menino e menina) filhos de um irmão e apesar de mais distante mas que nos visitavam com regularidade, mais 2 sobrinhos (menina e menino) filhas de uma irmã, no total foram 8, mas estes fizeram parte mais activa da minha adolescência e contribuíam para que fosse feliz.
Começam os namoricos, vivo uma grande paixão aos 14 anos, mas que passou, com um vizinho um pouco mais velho do que eu e que o meu pai não achou grande piada, "era bom rapazinho", mas como qualquer pai, sonhava mais alto, hoje percebo, tenho uma filha com 15 anos.
Nessa altura estudava em Sacavém onde estudei até ao 9º ano, vivi também grandes ambientes, matines na disco (Stop, 18K), perto de casa, nada de Lisboa, o passe não dava, mas era suficiente, as minhas amigas estavam comigo, estava tudo certo! Tenho de referir, tive a sorte de encontrar nesta fase da minha vida, grandes turmas com jovens fantásticos, com corações incríveis. Alguns já encontrei pelo FB e estão bem, com corações como os nossos porque não haveríamos de estar? Boas recordações, bons passeios, mesmo por ali, por Sacavém, Moscavide, Portela nós fazíamos a festa, cantávamos pelas ruas e conversávamos muito, apoiava-mo-nos muito uns nos outros.
Ano letivo 1986/1987, escolho seguir um curso técnico profissional e vou estudar para os Olivais.
Aqui conheço o meu marido, colega de turma e namorado, acabámos o curso, ele foi para a tropa um ano, eu consegui emprego, que não era difícil na altura, hoje atravessamos uma fase complica.
Nos 3 anos do curso, valem também as coisas boas, a turma fantástica, gente muito diferente mas que se respeitava, brincava, trabalhava em equipa, reunia no café, fez uma peça de teatro, organizou o seu desfile de finalistas, angariou dinheiro para a sua viagem de finalistas, apresentou trabalhos que ficaram nas lembranças. Desta turma saíram 3 casais ainda hoje unidos  com filhos, ainda à relativamente pouco tempo foi organizado um jantar e apesar de terem passado alguns anos, o pessoal não se calava, parecíamos os mesmos, mas mais velhos, claro!
Entramos então na fase adulta e essa fica para o próximo relato.

Infância Marcante!

É mesmo...já passou!
Qualquer das formas quero deixar algumas das passagens vividas.
Nasci em 1970, saí da Maternidade Alfredo da Costa, Lisboa e fui para casa Unhos, freguesia do concelho de Loures, onde vivi até aos 8 anos, numa família composta pelo casal e 3 filhos e 2 filhas, sendo eu a mais nova.
As maiores tristezas da minha infância ficaram em Unhos, é verdade a minha vida melhorou, agora depois de tantos anos, percebo que sim, mas na altura eram muitas as emoções que ali me ligavam e sofri bastante, mas sempre compensada pelo muito amor que me era dedicado, por todos, família e amigos que sempre fiz com grande facilidade.
Oito anos difíceis, de forma breve as minhas memorias, o 1º mau acontecimento-uma briga entre o meu irmão mais velho, de dezasseis anos na altura e o meu pai, leva a que o meu irmão saia de casa e vá viver com os avós para V. F. Xira, terra da minha família. O 2º péssimo acontecimento- o meu irmão mais novo dos rapazes ficou doente, diagnostico Leucemia, foram 13 meses de hospitalização, que acabou com o seu falecimento em casa, a 30 de Junho de 1977. O 3º mau acontecimento foi entre o 1º e o 2º - A minha mãe, grande mulher apesar do seu metro e quarenta sete de altura, estava a educar todos estes adolescentes, mas apenas eu era filha do casal, e passou ela por um grande desgaste assim como por toda a família e a determinada altura, houve discussão entre o casal e partiram para a agressão física, o que levou a minha mãe a pegar em mim, corremos e lembro-me de ir a fugir, fomos para Alhandra para casa do meu avô, regressamos após conversa entre o casal e tudo serenou. O 4º mau acontecimento- em Fevereiro de 1979, houve muita chuva, persistente que nos impedia de ir à escola, um tempo horrível, certa noite os vizinhos acordam-nos, os terrenos estavam a ceder e as casas também nós tínhamos de sair, e assim foi, com a luz do dia conclui-se que não podíamos voltar, não era seguro, foram tirados todos os haveres e fomos alojados em Camarate, no Bairro da Car, onde resido até hoje, com um interregno de sete anos que vivi noutro bairro da freguesia, quando casei.
Posso mesmo dizer que ao escrever estas palavras, me consciencializo mais que os meus primeiros 8 anos de vida foram muito difíceis para uma criança.
Mas maus momentos desde os 8 anos, com sentimento de perda tão profunda, só a perda da minha mãe em 2003 e com esta perda sofri uma grande transformação.
Por isso o próximo relato serão as coisa boas que marcaram a minha adolescência.