sexta-feira, 4 de julho de 2014

Do Casamento à Maternidade

Chegou o grande dia!
Grande festa com toda a família, amigos, professores do curso daquela turma, de onde saíram 3 casais ainda unidos e com filhotes, como já referi num relato anterior . A festa foi suportada por nós, os nossos pais não nos puderam apoiar desta vez, pois já tinham dado o seu apoio de outras formas.
Fomos até à Madeira de lua de mel, os colegas ofereceram a viagem como prenda de casamento, oferta de um outro amigo o carro alugado na Madeira, e ficámos em casa da avó de uma amiga, que nos recebeu com todo o carinho, como netos, sem nos conhecer. Foi a minha 1ª viagem de avião. Passámos a semana a conhecer a ilha, linda de facto. Fizemos a nossa lua de mel na Madeira com o apoio de todos os amigos, guardo todo esse carinho de outra forma não tinha sido possível, pois quisemos na nossa festa todas as pessoas que na altura achamos que faziam sentido e assim foi, de nada me arrependo pois correu tudo lindamente e diverti-mo-nos muito.
Sentimos que os nossos pais olhavam para nós com o sentido do dever cumprido.
O que se espera da vida do humano, que reproduza, certo? Pois mas como queria ter namorado mais e o meu namorado já se dava por satisfeito com os 5 anos de namoro, fui adiando a maternidade, até que em 1997 a pressão se começou a sentir vinda da família, dos amigos e claro está da pessoa que mais peso teria nesta decisão o meu marido, e mais uma vez cedi e em boa hora se o tempo andasse para trás teria sido mãe, pelo menos uns 2 anos antes, foi então decidido que iríamos trabalhar o assunto com o novo ano de 1998 e em Abril fiquei grávida, não esperei muito.
A 9 de Janeiro de 1999, nasce a minha princesa, mesmo princesa, uma bebé muito linda pequenina, 2,510 Kg, 46 cm, graças a Deus perfeitinha! Parto - cesariana marcada, pois a bebé que desconhecemos o sexo até nascer, estava sentada, tinha pouco liquido amniótico, não podia entrar em trabalho de parto, mais uma vez agradeço a Deus as pessoas que sempre pôs no meu caminho, quando preciso de apoio.
Correu tudo bem, chegámos a casa 3 dias depois, eu morta de cansaço, parecia uma zombie, no hospital quase não consegui dormir, custava-me imenso subir e descer da cama, preferia andar em pé. Mas minha mãe ao meu lado, logo que cheguei a casa olhou-me nos olhos, disse-me para descansar se a menina precisasse de alguma coisa ela chamava-me, fiquei tranquila e dormi o suficiente para me sentir outra.
Aqui inicia-se um novo capitulo, temos alguém que depende de nós, pela qual somos os únicos responsáveis e não há amor superior a este, relação mãe-filho, fica para o próximo relato.

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