Entrei no 5º ano na escola C+S Mário Sá Carneiro, não tinha este nome na altura, mas também já não me recordo qual era. Fiz como sempre muito amigos e amigas, brincadeira não faltava, siruma, mata, elástico, mundo ou espeta. Como a escola era perto de casa vinha almoçar e trazia um grupo de colegas para almoçar, nesta altura já era filha única, todos os meus irmãos já tinham casado, os mimos dos pais todos para mim, uma princesa que não esquecia o que tinha passado e que fazia parte daquela família que não estava longe qualquer das formas.
A família vinha aumentando e cada sobrinho que nascia era um momento único de grande alegria, tinha junto a mim 2 sobrinhos (menino e menina) filhos de um irmão e apesar de mais distante mas que nos visitavam com regularidade, mais 2 sobrinhos (menina e menino) filhas de uma irmã, no total foram 8, mas estes fizeram parte mais activa da minha adolescência e contribuíam para que fosse feliz.
Começam os namoricos, vivo uma grande paixão aos 14 anos, mas que passou, com um vizinho um pouco mais velho do que eu e que o meu pai não achou grande piada, "era bom rapazinho", mas como qualquer pai, sonhava mais alto, hoje percebo, tenho uma filha com 15 anos.
Nessa altura estudava em Sacavém onde estudei até ao 9º ano, vivi também grandes ambientes, matines na disco (Stop, 18K), perto de casa, nada de Lisboa, o passe não dava, mas era suficiente, as minhas amigas estavam comigo, estava tudo certo! Tenho de referir, tive a sorte de encontrar nesta fase da minha vida, grandes turmas com jovens fantásticos, com corações incríveis. Alguns já encontrei pelo FB e estão bem, com corações como os nossos porque não haveríamos de estar? Boas recordações, bons passeios, mesmo por ali, por Sacavém, Moscavide, Portela nós fazíamos a festa, cantávamos pelas ruas e conversávamos muito, apoiava-mo-nos muito uns nos outros.
Ano letivo 1986/1987, escolho seguir um curso técnico profissional e vou estudar para os Olivais.
Aqui conheço o meu marido, colega de turma e namorado, acabámos o curso, ele foi para a tropa um ano, eu consegui emprego, que não era difícil na altura, hoje atravessamos uma fase complica.
Nos 3 anos do curso, valem também as coisas boas, a turma fantástica, gente muito diferente mas que se respeitava, brincava, trabalhava em equipa, reunia no café, fez uma peça de teatro, organizou o seu desfile de finalistas, angariou dinheiro para a sua viagem de finalistas, apresentou trabalhos que ficaram nas lembranças. Desta turma saíram 3 casais ainda hoje unidos com filhos, ainda à relativamente pouco tempo foi organizado um jantar e apesar de terem passado alguns anos, o pessoal não se calava, parecíamos os mesmos, mas mais velhos, claro!
Entramos então na fase adulta e essa fica para o próximo relato.
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