terça-feira, 1 de julho de 2014

Infância Marcante!

É mesmo...já passou!
Qualquer das formas quero deixar algumas das passagens vividas.
Nasci em 1970, saí da Maternidade Alfredo da Costa, Lisboa e fui para casa Unhos, freguesia do concelho de Loures, onde vivi até aos 8 anos, numa família composta pelo casal e 3 filhos e 2 filhas, sendo eu a mais nova.
As maiores tristezas da minha infância ficaram em Unhos, é verdade a minha vida melhorou, agora depois de tantos anos, percebo que sim, mas na altura eram muitas as emoções que ali me ligavam e sofri bastante, mas sempre compensada pelo muito amor que me era dedicado, por todos, família e amigos que sempre fiz com grande facilidade.
Oito anos difíceis, de forma breve as minhas memorias, o 1º mau acontecimento-uma briga entre o meu irmão mais velho, de dezasseis anos na altura e o meu pai, leva a que o meu irmão saia de casa e vá viver com os avós para V. F. Xira, terra da minha família. O 2º péssimo acontecimento- o meu irmão mais novo dos rapazes ficou doente, diagnostico Leucemia, foram 13 meses de hospitalização, que acabou com o seu falecimento em casa, a 30 de Junho de 1977. O 3º mau acontecimento foi entre o 1º e o 2º - A minha mãe, grande mulher apesar do seu metro e quarenta sete de altura, estava a educar todos estes adolescentes, mas apenas eu era filha do casal, e passou ela por um grande desgaste assim como por toda a família e a determinada altura, houve discussão entre o casal e partiram para a agressão física, o que levou a minha mãe a pegar em mim, corremos e lembro-me de ir a fugir, fomos para Alhandra para casa do meu avô, regressamos após conversa entre o casal e tudo serenou. O 4º mau acontecimento- em Fevereiro de 1979, houve muita chuva, persistente que nos impedia de ir à escola, um tempo horrível, certa noite os vizinhos acordam-nos, os terrenos estavam a ceder e as casas também nós tínhamos de sair, e assim foi, com a luz do dia conclui-se que não podíamos voltar, não era seguro, foram tirados todos os haveres e fomos alojados em Camarate, no Bairro da Car, onde resido até hoje, com um interregno de sete anos que vivi noutro bairro da freguesia, quando casei.
Posso mesmo dizer que ao escrever estas palavras, me consciencializo mais que os meus primeiros 8 anos de vida foram muito difíceis para uma criança.
Mas maus momentos desde os 8 anos, com sentimento de perda tão profunda, só a perda da minha mãe em 2003 e com esta perda sofri uma grande transformação.
Por isso o próximo relato serão as coisa boas que marcaram a minha adolescência.

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